Tratamentos Corporais

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Diversos fatores como genéticos, hormonais e outros desencadeantes, conhecidos ou não, condicionam a distribuição do tecido gorduroso no organismo, assim como, suas características morfológicas e fisiológicas.

O ser humano vive em processo contínuo de perda e ganho energético, porém, quando o ganho supera o gasto energético, o superavit permanece acumulado sob a forma de tecido adiposo. Este representa, em média, 15% do peso corporal nos homens e 25% nas mulheres.

Denomina-se lipodistrofia a alteração estética, sem morbidade, caracterizada pelo aumento ou diminuição do volume do tecido celular subcutâneo em determinadas regiões corporais.

A lipodistrofia pode ser classificada em:

  1. Lipodistrofia hipertrófica:
    Caracteriza-se pelo aumento do volume das células adipocitárias, sendo a quantidade de adipócitos normal.
    Pela grande ocorrência da lipodistrofia no seu estado hipertrófico, o termo consagrou-se como sinônimo de sobrecarga adipocitária localizada.
  2. Lipodistrofia hipotrófica:
    Caracteriza-se pela diminuição do volume das células adipocitárias,sendo a quantidade de adipócitos normal.
  3. Lipodistrofia hiperplásica:
    Caracteriza-se pelo aumento do número de adipócitos, sendo o volume da unidade celular normal.

Em decorrência da alteração do contorno corporal devida à ocorrência de maior acúmulo de massa adiposa em locais distintos, a lipodistrofia pode ser ainda classificada em:

  1. Lipodistrofia ginóide: sobrecarga adipocitária presente nas regiões trocantéricas, coxo femural e glútea. Predomínio de receptores alfas 2.
  2. Lipodistrofia andróide: prejuízo estético nas regiões de características sexuais secundárias, simulando biotipo masculino. Ocorrência no tronco e membros superiores.
  3. Lipodistrofia em garrafa: Sobrecarga adipocitária em todo o segmento inferior corporal. Aumento do volume de tecido gorduroso nos quadris, região glútea, coxas e pernas, até região maleolar.
  4. Lipodistrofia central: Grande concentração adipocitária na região abdominal, podendo ou não estar relacionada com o hiperinsulinismo.

A ocorrência e evolução da lipodistrofia dependem de fatores pré-existentes e desencadeantes, assim como, das respostas aos tratamentos propostos. Os depósitos localizados ou regionais de tecido gorduroso apresentarão maiores volumes dependendo da força de expressão gênica e, não em menor grau, de fatores advindos de hábitos diários, tais como alimentação, sedentarismo, vestuário conscrito, postura, episódios de desarranjo psico-emocional, medicação em uso, patologias pré-existentes e alterações da secreção hormonal.

As células do tecido gorduroso dispõem-se em dois planos anatômicos, separados por uma membrana de tecido conjuntivo, a fáscia superficial. A camada mais superficial, denominada areolar, é composta por adipócitos geralmente poligonais, estando em íntima relação com a sub-derme. A camada lamelar, mais profunda, é a que acumula ganhos de energia, sendo a primeira a ter sua espessura reduzida quando o indivíduo emagrece.

O tecido adiposo apresenta constantemente processos de produção e degradação do material armazenado ou a ser sintetizado, os triglicérides (TGs), dependendo do momento metabólico.

A lipogênese é a conversão de glicose em lipídeos TG e o processo contrário constitui a lipólise, que representa a quebra (hidrólise) de triglicérides, liberando energia para metabolismo celular.

A lipólise é uma reação bioquímica que ocorre nos adipócitos, desencadeada por ação adrenérgica, que por sua vez, desencadeia a liberação de AMPc, que ativa a lípase. Uma vez ativada, a lípase promove a hidrólise dos TGs, liberando ácidos graxos utilizados na produção de energia e moléculas deglicerol livre. Quando a concentração de AMPc diminui, a enzima lípase deixa de ser ativada, reduzindo assim, a hidrólise dos TGs, e consequentemente a lipólise.

O tratamento das lipodistrofias faz-se através da administração loco regional de pequenas quantidades de medicamentos, escolhidos em função de seus efeitos farmacodinâmicos sobre o tecido alvo, através da utilização de aparelhos capazes de promover a cavitação do tecido gorduroso, além da lipoaspiração, método mais consagrado e eficaz no tratamento daslipodistrofias.

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Dr. Ricardo Boggio

CRM/SP 95916 | RQE 30777

  • Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro
  • Residência Médica em Cirurgia Geral pela UNESP-Botucatu
  • Residência Médica em Cirurgia Plástica pelo Serviço de Cirurgia Plástica Oswaldo Cruz – SP

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