Anestesia

A anestesiologia é uma especialidade médica que reúne ciência, arte e conhecimento e que tem por objetivo proporcionar conforto ao paciente que será submetido a um procedimento ou intervenção cirúrgica. Ela é fundamentada em técnica especializada, destreza manual, profissionalismo e profundo respeito pelo ser humano.

A anestesia, propriamente dita, é o estado de total ausência de dor durante uma operação, exame diagnóstico ou em um curativo. O anestesista, sempre presente e continuamente ao lado do paciente, se responsabilizará pela plenitude do ato anestésico, vigiando todas as funções vitais, durante o tempo que se fizer necessário, além de providenciar para que o organismo reaja com segurança e da melhor maneira ao procedimento.

Imagem Anestesia

O procedimento anestésico se inicia com a visita pré-anestésica. Este é um momento importante na programação de uma anestesia e, consequentemente, de uma cirurgia.

Nesta oportunidade, os antecedentes clínicos e cirúrgicos do paciente serão discutidos detalhadamente, assim como, eventuais doenças e medicações em uso. O anestesista deverá checar os exames pré-operatórios, explicar as etapas da anestesia e detalhar as reações típicas do despertar. Ao final da entrevista, o paciente (que deve estar em jejum de pelo menos 8 horas, inclusive de água) receberá um medicamento pré-anestésico para induzir o sono e diminuir o registro da memória em relação as manobras iniciais da anestesia em sala cirúrgica, deixando o paciente mais tranquilo e confortável.

Uma vez na sala de cirurgia, o paciente deverá ser monitorado para o rigoroso controle da pressão arterial, pulso, ritmo cardíaco e respiração. Após a completa monitorização, iniciasse a anestesia propriamente dita, que em função do tipo de procedimento a ser realizado poderá ser:

  • Anestesia Local: quando um anestésico local é aplicado somente no local da cirurgia.
  • Anestesia Regional: quando o anestésico local é aplicado em uma área de abrangência maior em relação à região do corpo na qual será realizada a cirurgia. Neste grupo incluem-se a raquianestesia e a peridural, anestesias estas que poderão ser associadas ou não a sedação.
  • Anestesia Geral: neste tipo de anestesia o paciente fica inconsciente. Pode ser aplicada por via intramuscular, endovenosa ou inalatória.

Duração

Em relação à duração do ato anestésico, este deverá durar o tempo necessário para que seja realizado o exame ou a operação, oferecendo ainda conforto ao paciente e abolição da dor por tempo variável após o procedimento, na dependência do anestésico empregado.

Ao final do procedimento cirúrgico, o anestesista suspende a infusão das medicações e inicia-se o processo de regressão da anestesia. Após esta fase inicial de reabilitação, realizada ainda dentro da sala de cirurgia, o paciente será transferido para a sala recuperação pós-anestésica, a qual se encontra dentro do centro cirúrgico e onde o anestesista permanecerá com o paciente monitorado por um período variável. Durante este tempo de recuperação, além do anestesista, o paciente será acompanhado por pessoal qualificado que proporcionará ao paciente um despertar com segurança e mais agradável. Somente quando o paciente estiver completamente desperto e recuperado é que o anestesista dará autorização para a transferência para o quarto.

Riscos

Os riscos e complicações em anestesia dependem de vários fatores, sendo em sua grande maioria controláveis. Com medicamentos, instrumental e técnicas modernas, o anestesiologista reduz ao máximo os riscos de acidentes anestésicos, mas é claro que eles nunca chegam a zero, uma vez que, há fatores de risco algumas vezes imponderáveis ligados não só à anestesia, como à própria operação, às condições hospitalares, entre outros. De qualquer maneira, o anestesiologista, além do conhecimento e da especialização médica, emprega toda a sua perícia e experiência clínica para o sucesso completo da operação. Para a maior segurança dos pacientes, os hospitais modernos contam com equipes e equipamentos adequados para emergências e cuidados críticos, o que reduz ainda mais os riscos de acidentes graves incontornáveis.

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Dr. Ricardo Boggio

CRM/SP 95916 | RQE 30777

  • Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro
  • Residência Médica em Cirurgia Geral pela UNESP-Botucatu
  • Residência Médica em Cirurgia Plástica pelo Serviço de Cirurgia Plástica Oswaldo Cruz – SP

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